Na 1ª fase do estudo, participaram 591 crianças dos 3º e 4º anos de escolaridade, os seus pais e 78 professores de 41 escolas da rede pública e Jardins Escola João de Deus, das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Norte. Na 2ª fase de estudo, participaram 234 crianças da amostra inicial e os seus progenitores e 108 professores de 59 escolas da rede ensino público e ensino particular e cooperativo das zonas Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.
A recolha de dados foi efectuada por questionários, preenchidos pelos professores e pais, e por entrevista à criança. Para além dos instrumentos descritos no Quadro 1, faziam igualmente parte da bateria de instrumentos um Questionário de caracterização da criança e da família, preenchido pelo professor, um Questionário de caracterização do professor/turma e da escola, preenchido pelo professor e pela direcção da escola e um Questionário de Acontecimentos de Vida nos últimos 12 meses, preenchido pelos pais.
Quadro 1: Instrumentos das principais variáveis de estudo
Constructo |
Escalas |
Itens |
Respondentes |
Momento Avaliação |
Envolvimento parental na escola |
||||
Questionário de Envolvimento Parental na Escola, versão professores – QEPE-VPr (Pereira, 2003) |
||||
Actividades de aprendizagem em casa/comunicação |
13 itens (escala de 4 pontos) |
Professores |
1º e 2º |
|
Actividades na escola |
11 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Questionário de Envolvimento Parental na Escola, versão pais – QEPE-VPr (Pereira, 2003) |
||||
Actividades na escola e voluntariado |
6 itens (escala de 4 pontos) |
Pais |
1º e 2º |
|
Actividades de aprendizagem em casa |
8 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Comunicação |
6 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Actividades na escola e reunião de pais |
4 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Práticas Educativas Parentais |
||||
EMBU –P (Versão orig. Castro el al., 1997; Vers. Port. de Canavarro, Pereira, & Canavarro, 2003) |
||||
Suporte emocional |
14 itens (escala de 4 pontos) |
Pais |
1º |
|
Rejeição |
17 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Tentativa de controlo |
11 itens (escala de 4 pontos) |
|||
EMBU –C (Vers. orig. de Castro et al., 1993; |
||||
Suporte emocional |
14 itens (escala de 4 pontos) |
Criança |
1º |
|
Rejeição |
8 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Tentativa de controlo |
10 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Ajustamento Emocional e Académico |
||||
Problemas Emocionais/ |
Children Behavior Checklist(CBCL) |
|||
Internalização |
31 itens (escala de 3 pontos) |
Pais |
1º e 2º |
|
Externalização |
33 itens (escala de 3 pontos) |
|||
Total |
120 itens (escala de 3 pontos) |
|||
Teachers Report Form (TRF) |
||||
Internalização |
35 itens (escala de 3 pontos) |
Professores |
1º e 2º |
|
Externalização |
34 itens (escala de 3 pontos) |
|||
Total |
120 itens (escala de 3 pontos |
|||
Competência |
Competência académica |
3 itens na 1º aval. e 5 itens na 2ª aval. (escala em 5 pontos) |
||
Self-Perception Profile for Children (SPPC) |
||||
Auto-conceito académico |
6 itens (escala de 4 pontos) |
Crianças |
1º e 2º |
|
Auto-estima global |
6 itens (escala de 4 pontos) |
|||
Stresse escolar |
Questionário de Avaliação do Stresse escolar(Wenz-Gross, Siperstein, et al.1997; Vers. Port. Pereira, 2004) |
|||
Stresse académico |
15 itens (escala de 5 pontos) |
Crianças |
2º |
|
Stresse regras/professor |
20 itens (escala de 5 pontos) |
|||
Stresse social |
14 itens (escala de 5 pontos) |
|||
O primeiro momento de avaliação decorreu no ano lectivo de 2002/2003. Previamente à recolha de dados, foram endereçados diferentes pedidos de autorização e colaboração. Uma vez que amostra iria ser recolhida em escolas públicas e escolas pertencentes à Associação de Jardins Escolas João de Deus (AJEJD), de várias zonas do país, foram pedidas autorizações às Direcções Regionais de Educação do Norte, do Centro e de Lisboa, e ao Presidente da Associação de Jardins Escolas João de Deus.
Depois da obtenção das autorizações, procedeu-se à apresentação do projecto às diferentes escolas e professores do 1º ciclo que iriam colaborar na recolha de dados.
Foram contactados professores do 1º ciclo que leccionavam turmas de alunos dos 3º e 4º anos de escolaridade, tendo cada professor disponibilizado entre 3 a 11 alunos. Os alunos foram alvo de uma selecção aleatória. Após a selecção dos alunos, foi pedida a autorização dos pais para a criança ser entrevistada e a colaboração dos próprios para o preenchimento dos questionários. Só posteriormente, os professores preencheram os seus questionários relativamente às crianças seleccionadas e estas foram avaliadas. A avaliação das crianças foi feita na escola, por pessoas devidamente formadas para o efeito.
No total, participaram neste primeiro momento de avaliação 591 crianças e os seus pais e 78 professores de escolas da rede pública e Jardins Escola João de Deus.
O segundo momento de avaliação decorreu no ano lectivo de 2003/2004 e visou os 303 alunos que na 1ª fase do estudo se encontravam no 4º ano de escolaridade.
A totalidade dos instrumentos do protocolo de avaliação da 1ª fase do estudo fez parte da bateria de instrumentos utilizada na 2ª fase do estudo. Foi igualmente acrescentado ao protocolo de avaliação um questionário de avaliação do stress escolar, a versão portuguesa (Pereira, 2004) do School Stress Survey de Siperstein & Wenz Gross (1997).
Previamente à recolha de dados, foram identificadas as escolas para onde transitaram as crianças, e posteriormente efectuados diferentes pedidos de autorização e colaboração (Figura 2). A identificação das escolas onde se encontravam as crianças que transitaram para o 5º ano foi efectuada através de contacto telefónico com os pais ou com os professores do primeiro ciclo. Só posteriormente à obtenção da informação relativa à localização das crianças, foi feito o pedido de autorização de recolha de dados às Direcções Regionais onde pertenciam as respectivas escolas. Este pedido foi também antecedido por um processo de notificação à Comissão Nacional de Protecção de Dados, com vista a obter autorização para o tratamento informatizado dos dados do estudo.
Num terceiro momento, as direcções das escolas foram informadas sobre a natureza e objectivos do estudo, sendo pedida a sua colaboração e autorização para que a(s) criança(s) identificada(s) fosse(m) avaliada(s). Depois das autorizações concedidas, foi feito um pedido de colaboração aos directores de turma, telefonicamente ou pessoalmente. Por fim, e mesmo para os pais que já haviam sido contactados telefonicamente e dado verbalmente a sua autorização, foi pedido que, por escrito, dessem o seu consentimento expresso para a participação dos filhos no estudo.
A recolha de dados junto das crianças, pais e professores foi feita, à semelhança do que aconteceu no primeiro momento de avaliação, nos dois últimos trimestres do ano lectivo.
Participaram 234 crianças e os seus progenitores e 108 professores de 59 escolas da rede ensino público e ensino particular e cooperativo das zonas Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.
![]() |
![]() |
| Fig. 1. Procedimento da recolha de dados na 1ª fase do estudo | Fig. 2. Procedimento da recolha de dados na 2ª fase do estudo |