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O contacto de línguas existe
quando duas ou mais línguas convivem:
- no indivíduo
- no discurso individual
- num grupo ou comunidade
- na interacção linguística
No contexto educativo, interessa
analisar, em particular, o contacto linguístico no indivíduo
e no seu discurso, embora, naturalmente, este sofra influência do
tipo de contacto existente na comunidade linguística em que o indivíduo
está inserido e nas situações de interacção
em que ele participa habitualmente.
No indivíduo
O contacto de línguas, no indivíduo, pode ocorrer durante
o processo de aquisição e, posteriormente, quando
as línguas já foram adquiridas.
A aquisição de duas ou mais línguas pode fazer-se
simultaneamente, ou com um curto intervalo de tempo, na fase inicial do
desenvolvimento linguístico, pelo que o indivíduo pode ter
mais do que uma língua materna.
Quando se adquire uma segunda língua, mais tardiamente, depois
dos 5, 6 anos, é frequente o falante, nos estádios primários
de aquisição, recorrer ao seu conhecimento da língua
materna para analisar os dados da nova língua.
Segundo Paradis (1997:344)(1) "Quando
duas línguas são adquiridas em diferentes contextos, através
da interacção com grupos específicos de falantes
nativos, criam-se as condições são ideais para que
os conteúdos da competência linguística implícita
nas duas línguas sejam os mesmos dos dos falantes nativos em cada
língua (organização coordenada). Quando ambas as
línguas são adquiridas através da interacção
com falantes bilingues que usam ambas as línguas de forma indiscriminada,
alternando-as em todos os contextos, é provável que alguns
aspectos da sua gramática exibam interferência nos dois sentidos
(organização composta). Quando uma segunda língua
é aprendida através de "tradução"
num contexto de primeira língua, como é o caso de uma língua
estrangeira na escola, a segunda língua irá, muito provavelmente,
conter elementos da primeira (organização subordinada)".
Quando um falante domina duas ou mais línguas, mesmo em
graus diferentes, e as usa regularmente, diz-se que é bilingue
ou plurilingue.
O saber das diferentes línguas e a sua activação
regular, no uso quotidiano, favorecem uma associação entre
elas, na mente do indivíduo, associação essa que
pode reflectir-se no seu discurso.
No discurso
O contacto de línguas, ao nível
do discurso, pode manifestar-se de diferentes modos:
- através do uso alternado
das línguas, na mesma fala e, às vezes, na mesma frase.
- pela transferência de formas
e significados de uma das línguas para a outra.
Na comunidade
Cada vez mais, no mundo actual, encontramos, na mesma comunidade,
indivíduos de origens e de línguas maternas diferentes.
Em Portugal, além da língua portuguesa e da língua
mirandesa, "nascidas" no nosso território, podemos encontrar
pessoas que falam caló, russo, ucraniano, mandarim, gujarati, inglês,
francês, quimbundo, fula, mandinga, crioulo caboverdiano, forro
de São Tomé, etc., num número que ultrapassa a centena...
Dizemos, então, que a nossa comunidade é multilingue.
Isso não significa, no entanto, que os seus falantes o sejam...
Mesmo em comunidades em que existe um bilinguismo oficial (i.é.,
em que há duas línguas oficiais), podemos encontrar falantes
bilingues e outros monolingues.
Quando as comunidades acolhem falantes de muitas línguas, há
mais probabilidade de haver contacto entre essas línguas. Mas,
para isso, é necessário que haja interacção,
i. é, que, nas suas relações sociais, os indivíduos
usem as referidas línguas uns com os outros.
Quanto maior for o grupo de falantes de uma língua, numa dada comunidade,
maior a probabilidade de que esta seja funcional e usada. Do mesmo modo,
quanto mais importante for o estatuto de uma língua, mais provável
é que os falantes procurem adquiri-la, por razões sociais.
Cabo Verde, por exemplo, é um país bilingue, pois coexistem,
no mesmo espaço, a língua portuguesa (oficial) e a língua
crioula (nacional). Embora todos falem crioulo como língua materna,
muitos têm de adquirir a língua portuguesa, pois, sendo língua
oficial, é também a língua da escola.
Em Portugal, a comunidade caboverdiana é uma das mais numerosas
entre as comunidades imigrantes. Além disso, por tradição,
os caboverdianos concentram-se em algumas regiões (Lisboa, Setúbal,
Faro...) e em bairros específicos, dentro das cidades (Cova da
Moura, Damaia, 6 de Maio, por exemplo, na região da Grande Lisboa).
Assim sendo, em especial nessas zonas, existe um forte contacto entre
o crioulo de Cabo Verde e o português, dadas as inúmeras
oportunidades de interacção linguística entre
os falantes das duas línguas.
São muitos os casos, relatados por professores, de alunos de diferentes
origens (portugueses, angolanos, ciganos...) que adquirem uma variedade
do crioulo de Cabo Verde para comunicarem com os seus colegas caboverdianos
ou de origem caboverdiana que se encontram em maioria, na escola.
Na escola
Tanto em Cabo Verde, como em Portugal, na escola, aprende-se português
e em português.
Também nos dois países, os alunos que chegam à escola
podem ter diferentes graus de conhecimento da língua portuguesa.
Melhor, de uma variedade de língua portuguesa que não coincide,
geralmente, com a variedade esperada e veiculada no sistema escolar: a
variedade dos pais ou dos membros da comunidade caboverdiana com quem
conviveram de perto, nos seus primeiros tempos de vida.
Alguns alunos não conhecem a língua portuguesa. Deste modo,
o professor tem de compreender que, ao contrário do aluno de língua
materna portuguesa, que está essencialmente a desenvolver
capacidades de expressão, de compreensão e de comunicação
na sua língua, o aluno de língua materna crioula está
num processo de aquisição.
Há dois modos de aquisição: formal e informal.
A aquisição informal é aquela que se faz espontaneamente,
em contexto natural, como acontece com a aquisição da língua
materna. A aquisição formal é a aquisição
dirigida, que ocorre normalmente em contexto escolar, segundo metodologias
próprias.
O aluno que já teve contacto informal com a língua portuguesa
está num estádio de aquisição que obriga a
metodologias diferentes daquelas que se devem aplicar no ensino
formal do aluno que está a iniciar a sua aprendizagem.
Aquisição e Contacto
No processo de aquisição de
uma segunda língua, o falante não é um mero reprodutor de frases nem um
seguidor de instruções explícitas sobre o modo como deve falar. Pelo contrário,
o que é natural é ele construir activamente o seu saber, apoiando-se
nos recursos disponíveis. Esses recursos são diferentes consoante
a aquisição se faz em contexto formal ou informal.
Em contexto informal,
o falante processa ou interpreta o discurso dos seus interlocutores
recorrendo, frequentemente,
- a informações fornecidas
pela situação ou pelos conhecimentos que tem do mundo
(por ex., mesmo que o falante não saiba exactamente o que quer
dizer "ali" poderá tirar conclusões sobre
o seu significado, a partir de um gesto ou da localização
de um objecto que esteja a ser referenciado...; também uma
expressão como "ela ficou roxa de frio" poderá
ser interpretada, mesmo que o falante não conheça o
significado de "roxa", se, recorrendo ao seu conhecimento
do mundo, estabelecer uma relação entre o frio e o aspecto
da pessoa designada...).
- à metalinguagem (i.é,
linguagem sobre a linguagem): pode perguntar o significado de uma
palavra, pode mostrar a sua incompreensão e pedir uma explicação,
pode tentar uma interpretação e pedir ao seu interlocutor
que confirme se esta está correcta, etc...
Ao mesmo tempo, o falante,
em contacto directo (e contextualizado) com a nova língua, vai,
de uma forma inconsciente e intuitiva, construindo hipóteses
sobre as regras dessa língua e sobre os valores semânticos
das expressões a que está exposto. Se, à medida que
contacta com mais dados, "verifica" que essas regras e valores
semânticos não se confirmam, avançará no seu
processo de aquisição, construindo novas hipóteses,
até considerar que o estádio de conhecimento da língua
a que chegou é "suficiente" para os seus objectivos expressivos,
comunicativos e sociais.
Diz-se das fases ou estádios
de aquisição por que o falante vai passando, na direcção
da língua alvo, que são variedades de uma interlíngua.
É neste processo de
construção de hipóteses que o falante, frequentemente,
analisa os dados linguísticos novos à luz do seu conhecimento
linguístico anterior.
Por exemplo:
Sabemos que, na língua caboverdiana (menos influenciada pelo português),
só os Ns (substantivos) podem receber marca de género. E,
mesmo esses, raramente, dependendo da classe a que pertencem: se os Ns
se referem a seres humanos, podem ter género (minina); se
se referem a animais, também, mas só em alguns casos (pode-se
dizer porka , mas não pata); em todos os outros casos não
há género. Por tudo isto, também não há
concordância de género.
Quando o caboverdiano contacta com a língua portuguesa, é
frequente, antes de adquirir plenamente a regra que obriga à concordância
de género entre os nomes, os determinantes e os adjectivos que
lhes são associados, projectar a regra crioula sobre os novos dados.
Daí que encontremos, repetidamente, expressões como: "menina
bonito", "casa amarelo". Esta regra provisória
tem a vantagem não só de ser bem conhecida do falante e
facilmente aplicável (uma vez que faz parte da língua materna),
como também de permitir um "compasso de espera", um "patamar
confortante", na reavaliação dos dados para a descoberta
da nova regra, por trás das ambiguidades de difícil
descodificação que a língua portuguesa lhe propõe:
como descobrir, por exemplo, que as palavras que não terminam nem
em -a, nem em -o (o dente, a gente, o lápis, a íris,
etc.) , são femininas ou masculinas, respectivamente?
Claro que há outras
regras que o falante constrói, nestas etapas da interlíngua
que em nada dependem do conhecimento da língua materna.
Veja-se este outro exemplo:
Muitos professores se queixam de que os alunos de origem caboverdiana
não sabem colocar os pronomes pessoais complemento, produzindo
frequentemente frases do tipo e depois ele lhe disse em vez de
e depois ele disse-lhe. Esses mesmos professores estão,
muitas vezes, convictos de que se trata de uma interferência da
língua materna.
Na verdade, em crioulo de Cabo
Verde não há nenhum caso em que o pronome complemento possa
anteceder o Verbo. A expressão anterior seria, em crioulo: dipos
e(l) fla-l.
Como explicar, então,
este fenómeno?
A explicação
está, não na língua materna, mas, provavelmente,
na própria língua portuguesa. Em português, dependendo
do tipo de oração, o pronome pessoal complemento pode preceder
ou seguir o verbo.
Vejam-se expressões
como:
Quem lhe disse?
O que é que ele lhe disse?
O João chorou quando ele lhe disse (isso)
O homem que lhe disse (isso)
Não foi ele que lhe disse (isso)
Ele não lhe disse (isso)
As expressões negativas
e as interrogativas, que são dois dos casos que obrigam à
ocorrência de pronomes como lhe antes do Verbo, são dois
tipos de expressão de altíssima frequência, sobretudo
no contexto escolar.
Uma boa razão para o aluno aprendiz começar por "ensaiar"
a regra nesta configuração, hipergeneralizando, isto é,
estendendo-a, mesmo aos contextos das orações declarativas
positivas.
Vimos alguns recursos que o
falante activa para processar os dados linguísticos novos, quer
do ponto de vista da interpretação, quer do ponto de vista
da construção do saber em contexto informal.
Algo de semelhante se passa quando o aprendiz toma a palavra
na língua que está a adquirir, para comunicar com os outros.
Quando lhe "falta"
uma palavra, uma expressão, uma forma de construir um sintagma
verbal ou de ligar duas orações, por exemplo, no momento
da enunciação (e estamos a falar de oralidade), para continuar
a expressar-se e a comunicar, o falante terá tendência a:
- pedir ajuda (recorrendo à metalinguagem);
- expressar os elementos informativos essenciais
(e esperar que o seu interlocutor, a partir do contexto situacional,
"preencha as lacunas" ou infira o significado: por ex.,
"porta, sai" poderá significar que alguém
(que o interlocutor está a observar) abriu a porta para sair...
;
- activar a gramática do seu estádio
de aquisição;
- recorrer à sua língua materna
(ou a outras línguas que domine melhor e mais frequentemente
use e que, por isso, são mais facilmente activadas);
- introduzindo palavras e expressões
maternas no discurso da língua alvo (a língua que está
a adquirir). Ex.: Quele homem é galante, com o significado
de O homem é feio (kel, em crioulo de Cabo Verde, pode ter
o valor do artigo definido português e galanti significa feio);
Ele toca gaita, com o significado de ele toca acordeão (gaita,
em crioulo, significa acordeão);
ou
- activando, pontualmente, as estruturas
da sua própria língua para organizar expressivamente
o léxico recém-adquirido.
Exemplos: O menino está
a tocar (ta toka, em crioulo, refere-se a uma situação
habitual); Tirado o milho, com o significado de tirou-se o milho (em
crioulo, a desinência -du denota um sujeito indeterminado: tradu
midju).
O recurso à língua
materna para efeitos discursivos imediatos, isto é, para prosseguir
o discurso com alguma fluência e eficácia comunicativa, tem
como resultado a alternância de línguas e interferências
frequentes que não correspondem, necessariamente, ao estádio
de conhecimentos da língua alvo do falante, mas podem decorrer
da sua urgência em comunicar.
Tudo o que foi dito para a
aquisição espontânea, informal, é válido
para a aquisição em contexto formal, desde que o professor
proporcione contextos de comunicação que, de algum modo,
mimem as situações normais de comunicação.
No entanto, há aspectos específicos, nomeadamente, no que
diz respeito aos recursos e às condições de produção.
Em contexto formal o aluno
recorre com muito mais frequência à metalinguagem, quer junto
do professor, quer consultando livros, dicionários, gramáticas
ou outros materiais didácticos. Também pode treinar controladamente
o seu processo de aquisição de algumas estruturas e do vocabulário,
através de exercícios programados para o efeito e procurar
memorizar, conscientemente, as aprendizagens.
Por outro lado, embora possa
haver uma preocupação em "mimar" as situações
de comunicação habituais, na verdade, o aluno sabe que isso
não passa de uma ficção. A verdadeira situação
de comunicação é a da sala de aula e o verdadeiro
destinatário é o professor que é muitas vezes sentido,
não tanto como o interlocutor, mas como o avaliador. Nestas condições,
o processo de aquisição pode ser retardado ou mesmo bloqueado,
manifestando-se esse bloqueio, frequentemente, através do silêncio,
do "falar e dizer pouco" e do uso de rotinas discursivas (construções,
vocabulário e tipos de textos recorrentes e pouco criativos)...
Quando a aquisição
é dirigida não é tanto o falante a determinar a progressão
e os momentos de paragem para reformulação das suas gramáticas,
mas mais o sistema e o professor a condicioná-lo nesse sentido.
A aquisição dirigida,
no entanto, tem a vantagem de proporcionar ao aluno dados não só
orais mas também escritos (logo, visualizáveis, o que em
certos casos facilita a descodificação e reforça
a memória) organizados de tal modo que lhe permitem reformular
mais rapidamente regras ou valores semânticos que interiorizou "erradamente".
Por exemplo:
Um falante caboverdiano atribui à expressão a dona do cachorro
o valor de a avó do cão (qualquer cão, não
necessariamente um cão de pouca idade), já que em crioulo
dona quer dizer avó e katxor, cão. Em condições
informais poderá levar muito tempo até encontrar dados que
infirmem a sua hipótese. Até pode ser que esse erro cristalize
ou fossilize, como também se costuma dizer, e que nunca mais seja
ultrapassado.
No contexto formal, porém, há muito mais probabilidades
de o professor ou os colegas detectarem o erro e de fornecerem informações
explícitas que reforcem o valor semântico apropriado, recorrendo,
mesmo, ao contraste com a língua materna.
Tanto em contexto formal como
informal, o grau de empenho e de iniciativa do falante no processo de
construção do saber e a consequente velocidade na progressão
e probabilidade de sucesso dependem de muitos outros factores, como:
- a necessidade ou o desejo de comunicar;
- a frequência e diversidade de situações
que proporcionam o uso da língua;
- a motivação para aprender
a nova língua;
- a existência ou não de um
feedback positivo;
- a maior ou menor preocupação
com uma avaliação exterior negativa (essa preocupação,
que aumenta, geralmente, com a idade, pode levar à inibição
da progressão);
- a maior ou menor sensibilidade ao erro
(a sensibilidade ao erro pode ser positiva, desencadeando uma reformulação
das hipóteses do falante; pelo contrário, quando o falante
não se apercebe de que está a errar pode parar numa
dada etapa de aquisição e ficar longe da "meta",
i. é, da forma da língua alvo).
A actuação do professor
De tudo o que ficou exposto
atrás, podemos concluir:
- É fundamental uma constante exposição
a formas variadas da língua a adquirir.
- O aluno deve ter oportunidade de "exercer"
e "exercitar" o seu saber linguístico, frequentemente,
de forma espontânea e de forma controlada.
- É importante que o professor esteja
atento aos erros, sabendo:
- que o erro é uma manifestação
de uma etapa do conhecimento da língua
que, em princípio, tenderá a desaparecer se o aluno
estiver motivado, se sentir que existe um feedback positivo e
que a avaliação é essencialmente formativa
e se lhe forem dadas as oportunidades enunciadas nas duas alíneas
anteriores - a prova disso é que muitos falantes adultos
que, na infância, cometiam os mesmos "erros" deixam
de o fazer.
- O confronto entre a linguagem dos alunos
e dos seus pais ou de outros adultos (da mesma origem linguística)
pode constituir um bom método de identificação
dos "erros" que tendem a cristalizar e daqueles que, muito
provavelmente, irão evoluir no bom sentido. Isso permitirá
também, ao professor, dirigir a sua atenção
e a atenção do aluno para as áreas problemáticas.
- Que os erros de produção
não correspondem necessariamente a falhas de saber, mas podem
resultar do próprio processo de produção (oral
ou escrita). Para distinguir, há que verificar a frequência
e a sistematicidade desses erros.
- Que há erros que tendem a estabilizar
ou a "fossilizar" se o aluno não for confrontado
explicitamente com a regra.
- Que só alguns erros são
fruto da interferência da língua materna.
- Que pode haver vantagem, com os erros
que decorrem da interferência da língua
materna, em fazer uma análise contrastiva
simples, com o aluno, para o alertar para o fenómeno.
- Após o diagnóstico dos factores
socio e psicolinguísticos que condicionam a aquisição
e do estádio de conhecimentos linguísticos do aluno
(usando cautelosamente a informação que ele pode dar
através da forma como fala ou interpreta o que lhe dizemos...),
o professor terá vantagem em recorrer a diferentes
métodos (mais centrados na comunicação,
nos exercícios dirigidos, na reflexão metalinguística,
etc.) a aplicar consoante os resultados do diagnóstico.
- A avaliação
da progressão dos conhecimentos, junto do aluno, deverá
ser positiva e partir da auto-avaliação deste último
(dificuldades, necessidades, incompreensões, certezas...).
(1)
Paradis, Michel. 1997. « The Cognitive Neuropsychology of
Bilingualism » in A. de Groot &
J.F.Kroll
(eds.)
Tutorials in Bilingualism –Psycholinguistic Perspective.
Hillsdale, NJ. Lawrence Erlbaum Associates:
332-353.
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