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Destinatários: alunos do 4º,
5º e 6º anos;
- Nível de base: 4º ano, aprofundamento
Propostas de Actividades e de Metodologias
1.
Propor a realização, a cada aluno, de uma pequena árvore genealógica (remetendo, eventualmente,
para as árvores genealógicas das figuras da História), a partir dos avós maternos ou
paternos. Apresentar o modelo a partir da árvore genealógica do próprio professor ou de um
dos alunos: colocar os nomes próprios e o último apelido de cada pessoa e, entre parêntesis,
o tipo de parentesco (ex.: Joana Pereira, avó materna).
2.
Procurar saber as razões que levaram os pais de cada um dos alunos a escolherem o nome próprio dos
filhos (ex.: Joana, porque a avó era Joana; Aristides porque era o nome do Presidente da República
de Cabo Verde, etc.). Aprofundar essas razões, mostrando a importância do Nome (prolongar a identidade
de alguém de quem muito se gosta, por exemplo...).
Os alunos deverão fazer essa pesquisa na família.
3.
Inventar uma sequência para a árvore genealógica (filhos, sobrinhos, netos...). Explicar a
escolha dos nomes próprios.
4.
Fazer dois ficheiros, no computador, com:
- os nomes próprios dos alunos (por ordem alfabética)
- os apelidos dos alunos (também por ordem alfabética).
5.
Verificar quais os apelidos mais frequentes e fazer uma pequena e simples análise estatística (recorrendo
aos conhecimentos de matemática, dos alunos: conceitos de mais, menos, proporção, ordem, etc.).
6.
Verificar se os apelidos mudam com a origem dos alunos (Cabo Verde, Portugal, Guiné-Bissau...). Verificar
se há correspondências entre nomes próprios nas diferentes línguas (João, Djon,
John, Jean...)
7.
Compreender que o nome próprio é uma escolha da família (tal como a alcunha ou o "nominho",
em Cabo Verde), mas o apelido já vem de "trás", não se pode escolher.
8.
Procurar razões para o facto de os nossos antepassados terem herdado esses apelidos. Para tal, fazer a classificação
de alguns apelidos, relativos a:
- frutos e árvores de fruto: Figo, Uva, Figueira, Pereira, Laranjeira...
- animais: Pinto, Carneiro, Leão...
- acidentes geográficos: Rio, Ribeiro, Lagoa, Costa, Matos...
- regiões do país: Guimarães, Lisboa, Castelo Branco...
- profissões: Marceneiro, Carpinteiro...
- etc..
Mostrar como os apelidos se referem ao mundo que nos rodeia, em particular à
natureza, aos espaços e às actividades do homem.
Debate sobre a importância dos Nomes e as suas funções.
Designar: Aquele ali é o João. A
Maria está a correr.
Identificar: Eu sou a Maria. O João é
o rapaz que trabalha no talho.
Chamar: Ó João, anda cá! Maria,
vai trabalhar!
É tão importante que, quando na mesma casa há mais do que uma pessoa
com o mesmo nome próprio, se procura fazer a distinção criando alguns atributos: ex. João
Grande, João Pequeno; João pai, João filho...
Completar a árvore genealógica inicial com o nome da localidade
em que nasceu cada membro da família, colocando entre parêntesis o país.
Observar os percursos geográficos e as histórias
de vida das famílias (O avô nasceu na cidade da Praia, a avó no Algarve, os pais na cidade
do Mindelo, o aluno em Lisboa: o que terá acontecido? O que terá motivado as deslocações?...)
Analisar os Nomes das localidades de nascimento. Verificar
se esses nomes dizem alguma coisa sobre a história e a vida dessas localidades.
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Ilha de Santiago - Localidade PICOS
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Escolher, para a análise dos topónimos, árvores genealógicas
de alunos de diferentes origens e nacionalidades (nomeadamente Cabo Verde e Portugal).
Mostrar que os topónimos também se referem a acidentes geográficos,
santos, acontecimentos, construções do Homem, etc.:
Porto, Torres Vedras (Torres Velhas), Castelo Branco, Cova da Moura, Monte Cara (com a
forma de uma cara, em Cabo Verde), Pico da Antónia, Alto dos Moinhos, Santo António dos Cavaleiros,
Santo Antão do Tojal, Olivais, Silva Escura...
Classificar as localidades das árvores genealógicas (como aldeias,
vilas, lugares, cidades...). Localizar algumas no mapa. Verbalizar essa localização segundo um conjunto
de parâmetros: a leste de... a oeste de... junto à costa..., no interior..., perto de... longe de...).
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Texto
LOMBO DE PICO, na Ribeira
da Torre, (Ilha de Santo Antão, Cabo Verde)
- É o lugar onde nasceu
o avô do Maurizio, da Ariana e da Débora (pai da D. Antónia).
Chama-se Lombo de Pico porque é uma rocha alta e estreita, no cimo de uma montanha, e que está no
meio de hortas e de casas. Parece um pico de rocha. Uma pessoa, para chegar lá, vai de carro, mas depois
tem um pedaço de caminho a pé.
É muito verde. Antigamente
tinha muita água e as crianças iam brincar e tomar banho debaixo da cascata.
Culturas: inhame vermelho e branco, café, macieiras, cana de açúcar.
O pai da D. Antónia levava o burro carregado de cana, de maçãs e de milho para casa. A mãe
oferecia às vizinhas.
- Ler o texto em voz alta.
- Explicar, em crioulo, o significado do Nome de uma terra
à escolha. Traduzir para português.
- Escrever, em português, a mesma informação.
- Procurar, junto de uma avó ou parente de Cabo
Verde, uma explicação, em crioulo, sobre o nome da sua terra.
- Escolher uma terra de Cabo Verde para caracterizar e
apresentar na aula (localização geográfica, flora, fauna, actividades, etc.).
1.
Aplicar os conhecimentos adquiridos na elaboração, em grupo, de uma estória (que pode ser
realista ou surrealista, se os alunos o desejarem).
Criar um Nome novo para uma terra e inventar a história
que deu origem a esse nome. Caracterizar muito bem a terra: flora, fauna, actividades, habitações...
Criar duas ou três personagens, habitantes dessa
terra e atribuir-lhes nomes e apelidos, procurando razões no seu aspecto físico ou psicológico
(João Gordo...).
Inventar situações e diálogos.
2.
Dramatizar a estória.
3.
Desenhar as figuras das personagens inventadas.
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